Estaríamos nós “pagando” pelo mal que fizemos ao planeta nos últimos tempos?
É uma possibilidade, quando se considera a quantidade de catástrofes que vêm ocorrendo. Em primeiro plano, o Haiti – um terremoto numa zona sísmica anteriormente desconhecida. Concomitantemente, nosso país vem sofrendo amargamente com as chuvas. A começar pelos deslizamentos em angra, depois, os alagamentos em São Paulo que já pararam trens, metrôs, ônibus, carros, motos...todos! Logo depois, vemos outras cidades sofrerem com alagamentos, deslizamentos, perdas totais.
Seriam essas chuvas tão intensas apenas resultantes do tão conhecido El Niño, ou será que os danos que causamos ao planeta já estão retornando e nos prejudicando? O aquecimento, o buraco na camada de ozônio, a poluição – são tantas as contribuições que damos, diariamente, para o fim do mundo em que vivemos.
Citarei aqui o filme mais visto do ano (e também da história de Hollywood), Avatar, como um exemplo das destruições que o homem causa. James Cameron, através desse filme, nos trouxe uma possibilidade, até então desconhecida, de termos efetivo contato com outro mundo na galáxia (que no filme, chama-se Pandora), um mundo com plantas e animais mágicos, onde os “humanos” (no caso, chamados Na’vi) convivem harmoniosamente com a natureza. Até que chega o homem e tenta se instalar no lugar para obter riquezas materiais, valendo-se de quaisquer recursos militares que se façam necessários pura e simplesmente para obterem minérios e gases valiosos, que gerariam altas nas Bolsas de Valores do planeta Terra.
Pode até ser que o filme seja uma grande ficção, mas, vendo adiante, o que podemos esperar de seres que destroem o próprio planeta onde vivem? O que podemos esperar daqueles que se denominam ‘cidadãos do mundo’, se estes estão constantemente poluindo, acabando com o planeta, pensando apenar em consumo e em si próprios?
Tudo bem, eu não penso, realmente, que as catástrofes sejam uma espécie de ‘castigo de Deus’, ou similar. Só acredito que estamos vivenciando um pouco dos efeitos que nós mesmos produzimos, quando jogamos aquele papelzinho no chão que “ninguém vai ver”, quando deixamos “escapar” pela janela do carro uma sujeirinha, quando nos enchemos de sacolinhas plásticas no supermercado, ou em diversas outras situações tão cotidianas, mas que, de alguma forma, afetam a nós mesmos e àqueles que ainda virão.
Para quem ainda não viu Avatar, fica a dica: http://www.traileraddict.com/trailer/avatar/trailer
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a Terra é um organismo ... e nós, infelizmente, somos como células cancerosas no corpo do nosso planeta.
ResponderExcluiro que se vê são reações, espasmos ... a Terra com ímpeto de livrar-se de nós.
e não haveria de ser diferente. e, infelizmente, não sou muito esperançoso quanto ao futuro.
há uma escravidão por parte dos humanos frente à tecnologia... é uma dependência vital e impossível de ser abdicada.
hoje, por exemplo, experimentei o gosto de ficar sem luz elétrica por duas horas por conta da instalação de um transformador de energia no bairro onde minha empresa é situada ...
foi como amputar meus pés e minhas mãos ...
então sou descrente por isso: o mundo se reconstruiu e se firmou neste novo âmbito vital que é sumamente escravo da tecnologia e de meios eletrônicos...
por isso a poliução é infelizmente uma "mazela necessária e irrevogável".
pode-se diminuí-la, porém, findá-la acho improvável...
Como você acabou concluindo em seu post, não acredito muito num Deus de barba branca sentado num trono de luz e mandando raios e trovões em nossas cabeças quando fazemos alguma bobagem. Até porque, se fosse esse o caso, ele não faria mais nada da sua vida (eterna), já que fazer bobagens é nossa maior especialidade. Acredito em ação e reação. Nós jogamos lixo na rua, as valas entopem, nós cimentamos as grandes cidades, nós construímos casas na margem dos rios. Alagamento é o efeito natural, óbvio. Nós construímos casas em encostas, nós desmatamos. Desabamento é a única coisa que pode mesmo ocorrer. As respostas estão todas aí, mas é muito complicado porque por trás disso tudo está sempre a mesma coisa. Dinheiro. A falta dele ou a ganância por ele.
ResponderExcluirPosso estar sendo pessimista, mas acredito que essas questões só realmente serão tratadas com seriedade quando não for a vida que estiver ameaçada, e sim os ganhos financeiros. Parece idiota, louco? Alguém dar mais valor ao dinheiro que à vida. Em tese, sim. Mas na prática...
Bjs, querida.
Tudo é o efeito bumerangue mas isto é óbvio.
ResponderExcluirNão sei da solução "global" porque não creio que sejamos sinceramente tão unidos enquanto humanidade mas meu lado otário sugere o exercício da boa vontade no dia a dia, para que, ao menos, possamos transformar 1 mm. a sensação ruim de estar tudo perdido.
1 abraço.
Ñ venho comentar,ñ!!
ResponderExcluirHoje venho abraçar vocês e desejar um Futuro risonho!Que contente fiquei,quando vi o post da Dulce!
Parabéns,linda!
Beijo.
isa.